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- NOVEMBRO 2004 -
SOMOS RESPONSÁVEIS PELO NOSSO DESTINO
Extraído do livro Estórias ao Entardecer, de William Netto Candido
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A empresa estava em situação muito difícil. As vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços, há meses, não saíam do vermelho.
Era preciso fazer algo para reverter o caos. Ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de progresso na empresa.
Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa de reverter aquele processo.
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um enorme cartaz no qual estava escrito:
“Comunicamos que faleceu, ontem, a pessoa que impedia o seu crescimento na empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes.”
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém mas, depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava.
“Quem será que estava atrapalhando o meu progresso? Ainda bem que este infeliz morreu!”
Um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam a seco, ficando no mais absurdo silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Pois bem, o que havia no visor do caixão era um espelho, refletindo a sua própria imagem.
* * *
Só você põe limites em sua vida. Só você pode modificar os seus passos. Só você poderá fazer-se feliz. Acredite em si mesmo. Viva... Mas viva tudo... Cada minuto, como se este fosse o último.
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