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- MAIO 2005 -
O ESPINHO E A ROSA
Extraído do livro Novas Estórias ao Entardecer, de William N. Candido
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Um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente. Um dia, ao examinar a planta, percebeu que um botão logo desabrocharia. Notou, também, espinhos sobre o talo e pensou: “Como pode uma flor, assim bela, vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?”
Entristecido com este pensamento, recusou-se a regar a roseira e, antes que estivesse pronta para dar rosas, ela morreu.
O mesmo acontece com muitas pessoas. Dentro de cada alma, há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós, crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas. Costumamos olhar para nós mesmos e ver apenas os espinhos, os defeitos. Ficamos desesperados, achando que nada de bom pode vir do nosso interior.
Recusamo-nos a regar o que está dentro de nós e, conseqüentemente, isto morre. Nunca percebemos o nosso potencial.
Algumas pessoas não vêem a rosa dentro de si mesmas. É preciso que alguém lhes mostre. Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é a capacidade de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor: olhar pessoas e conhecer suas verdadeiras potencialidades. Aceitá-las em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-las a perceber que podem superar suas aparentes imperfeições.
Se mostrarmos a estas pessoas a rosa, elas superam os seus próprios espinhos. Só assim poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
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