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Núcleo Espírita Assistencial Paz e Amor.

Imagem do Informativo impresso.
- FEVEREIRO 1998 -

REFLEXÃO E ANÁLISE SOBRE OS DIAS DO CARNAVAL
Alexandre Ferreira e Ricardo Rossi Roberto


O Carnaval, para muitos, é sinônimo de alegria. Época de esquecer os problemas e cair na folia!!! Entretanto, em nome dessa alegria, as pessoas abandonam as mais nobres responsabilidades da vida.

Nessa época verificam-se os maiores índices de criminalidade, suicídio e acidentes de trânsito; os hospitais e pronto-socorros tem atividades intensas e o consumo de álcool e drogas alcança números extraordinários. Ao som de tambores e instrumentos de percussão, as pessoas abandonam as máscaras com que, diariamente, saem às ruas e entregam-se ao prazer desenfreado.

Para o homem comum, tudo isso pode fazer parte da normalidade de sua vida; para o espírita, entretanto, esses excessos e desregramentos morais merecem uma análise mais profunda: não se pode pretender evolução sem mudança de hábitos e formas de comportamento.

Vejamos o que nos relata o espírito de Manoel P. Miranda no livro Fronteiras da Loucura, psicografado por Divaldo Pereira Franco:

“Num desfile como o do Rio de Janeiro, é inimaginável a multidão de desencarnados, dominando, assim, a paisagem das avenidas, ruas e praças. As vibrações são de tão baixo teor que tudo é penumbra como em grandes tempestades.”

“Grupos de foliões eram envolvidos por massas de espíritos voluptuosos, em orgias e desmandos inimagináveis para os padrões terrenos. As influenciações espirituais aos transeuntes, no sentido de prejudicá-los eram constantes. Carrascos procuravam vítimas para desequilibrar e iniciar processos de obsessão. Pairava no ar uma psicosfera tóxica, de alucinação. A pândega era surpreendente e exagerada. Parecia que dai a instantes tudo iria se consumir. Parecia que o mundo ia acabar e as pessoas queriam aproveitar o quanto lhes restavam. Era a festa dos corpos, dos sentidos físicos, as criaturas esqueciam-se dos escrúpulos, do pudor, confundindo-se numa linha comum de alienação.”

É importante que lembremos, porém, que não devemos impedir as pessoas de participar do Carnaval. Cada um é livre para realizar o que bem entender e não devemos criticar aqueles que não comungam com os nossos ideais.

Preocupemo-nos, por enquanto, em mudar a nós mesmos. Nessa época de Carnaval, vigiar e orar é o melhor que podemos fazer por nós e pelo próximo.



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